Brasil sobe 4 pontos e fica entre os 10 destinos para serviços de TI

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País é o 8º colocado em ranking dos principais mercados para outsourcing em tecnologia, segundo a A.T Kearney.

O Brasil subiu quatro posições no ranking dos principais destinos para o mercado de prestação de serviços –Global Services Location Index (GSLI), segundo estudo que acaba de ser divulgado pela consultoria A.T Kearney.

O País, que em 2013 ocupava o 12º lugar, pulou em 2014 para o 8º posto, ficando entre as dez maiores localidades para outsourcing dessa atividade, atrás da Índia, China, Malásia, México, Indonésia,Tailândia e Filipinas.

A pesquisa GSLI analisou e classificou 51 principais países, baseando-se nas pontuações obtidas em três categorias: atratividade financeira, ambiente de negócios, assim como capacitação e disponibilidade de profissionais.

O índice GSLI confere rigor às decisões que as empresas tomam sobre localização, no mercado globalizado de mão de obra de serviços, em particular para as funções de back-office, como offshoring de TI e processos de negócios.

Pietro Gandolfi, diretor do escritório brasileiro da A.T. Kearney, avalia que o mercado brasileiro de software e integração de sistemas no País mostra um ambiente de negócios mais favorável.

Apesar de ainda apresentar custos elevados de mão de obra, deficiências com infraestrutura e alta carga tributária, Gandolfi observa que o Brasil se destaca pela especialização de seus talentos. Segundo o executivo, as habilidades de pessoas e disponibilidade apontam para uma indústria cada vez mais experiente, que pode servir empresas globais.

"Várias cidades são candidatas para considerar prestação de serviços internacionais globais: além de São Paulo e Rio de Janeiro, cidades como Campinas, Curitiba e Porto Alegre mostram-se como potenciais destinos pelos talentos qualificados nessas regiões”, diz Gandolfi.

O estudo

De acordo com o GSLI de 2014, depois da agressiva terceirização das operações de back-office, ocorrida em meados da década de 2000, as multinacionais estão agora reavaliando suas estratégias.

A pesquisa identificou a existência de uma correção de curso: a repatriação de algumas funções, visando utilizar os próprios centros de serviços e funcionários das empresas (centros cativos). Isso se mostra particularmente verdadeiro no caso de TI, cuja importância estratégica aumentou consideravelmente, na última década, com o avanço da digitalização.

O estudo examina o movimento de terceirizar custos em países em desenvolvimento com baixos custos, a ascensão de novos lugares e a possibilidade de espaço para crescimento.

“O progresso ininterrupto da tecnologia continua transformando, de forma imprevista e fundamentalmente diferenciada, não apenas para onde o trabalho está se dirigindo como também a maneira como é executado”, observou Paul Laudicina, presidente emérito do conselho da A.T. Kearney e coautor do estudo.

A Ásia continua dominando, com seis países entre os dez primeiros (Índia, China, Malásia, Indonésia, Tailândia e Filipinas). A Europa Central oferece uma indústria madura e profissionais altamente capacitados, com mais ou menos 50% do custo da Europa Ocidental, sendo que esta vantagem de custos ainda aumenta mais no Sudeste da Europa. A vantagem, porém, deve ser pesada em relação à sua indústria mais imatura e a seu ambiente de regulamentações.

O Oriente Médio e o Norte da África se beneficiam de sua proximidade com a Europa e de um grande contingente de talentos. Por outro lado, a América do Norte continua oferecendo oportunidades atraentes, fora de suas principais áreas metropolitanas.

Tendências

O índice também aponta para um futuro com “nenhum lugar”, à medida que uma maior automação e prestadores independentes de serviços terceirizados reduzem a importância da localização física.

“Nas últimas décadas, passamos de um mundo onde as organizações se concentravam em um só lugar, para um onde agora possuem dezenas. No futuro, porém, à medida que a instalação rápida e fácil passa a viabilizar a automação de novas categorias de funções, deveremos nos transformar em um mundo de ‘nenhum lugar’”, pondera Erik Peterson, coautor do estudo e diretor executivo do think-tank do conselho GBPC (Global Business Policy Council) da A.T. Kearney.

Johan Gott, coautor e gerente sênior do GBPC, acrescenta: “Com a ascensão desta tendência de ‘nenhum lugar’, os países do nicho de baixo valor agregado podem acabar vendo suas oportunidades se esvanecerem. Sendo assim, precisam ter uma estratégia que lhes possibilite subir agressivamente na cadeia de valor, com a finalidade de permanecerem relevantes.”

Veja abaixo o ranking da A.T.Kerney:

 

País

Ranking

2014

Mudança

Índia

1

0

China

2

0

Malásia

3

0

México

4

+2

Indonésia

5

0

Tailândia

6

+1

Filipinas

7

+2

Brasil

8

+4

Bulgária

9

       +8

Egito

10

-6

Polônia

11

+13

Vietnã

12

-4

Chile

13

-3

Estados Unidos 
(tier 2)

14

+4

Lituânia

15

-1

Sri Lanca

16

+5

Alemanhã (tier 2)

17

+5

România

18

+7

Emirados Árabes Unidos

19

-4

Jordânia

20

+2

Rússia

21

-1

Estônia

22

-11

Letônia

23

-10

Costa Rica

24

-5

Paquistão

25

+3

Bangladesh

26

N/A

 

Fonte : Computerworld

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